os cachorros ..... noite afora
aeronaves rompendo o ar com seu som
os latidos fazem eco
hoje caminhei e subí por trás da montanha de frente
pra cidade
com o mato, o barro, o céu, e todo o invisível
depois o chão distorcido (?)
entre a passarela e a escola
as paredes ainda conservam a marca barrenta
do ápice da enchnte mega histórica
que transformou por uns dias
parahytinga city em um aquário lamacento.
gritas de que o alto cruzeiro já rachou
e vai rodar despencando
das ladeiras afora
houveram e há
surreal
a água vinha em ondas, naquele penúltimo degrau
de escadarias da igreja matriz
e subia
a praça, toda inundada, casarões e tal
no centro o coreto, quase todo coberto
nesse momento já estávamos em outro espaço tempo
aquela era a praça mítica agora
prestes a rachar e despencar
os paus a piques
com a força da água, correnteza
assim
slp saiu do eixo...
transmutou-se a uma nova dimensão
o planeta está em transe
a natureza está arrebentando tudo mesmo por aí
19 de mar. de 2010
21 de jan. de 2010
estava naquele momento entre
acordado e dormindo
mais pro sonho que pro real
e por instante estive
de volta ao começo desse
estado surreal
que envolve a cidade e toda
sua aura
slp devastada pelo paraitinga
as turvas águas que quando enfim
superando todos os degraus
picaram uma rasteira na igreja matriz
e carregando pra si metade da cidade
do casario e da alma (")imperial(")
foi a lança certeira atirada pelo escravizado no peito do barão
foi o índio e sua taba
em festa
transe
e
ritual!
parahytinga rio
seu grande anarquista
impiedoso
escancara a cidade
vira de ponta cabeça e chacoalha
cospe de volta todo o lixo
imperial, colonial e o escambau!
21 de dez. de 2009
11 de nov. de 2009
23 de out. de 2009
9 de out. de 2009
Uma noite paulistana...
Carros aceleram no asfalto semi molhado pela garoa... videogames, pizzas e luxúria in vitro. Os últimos ônibus denunciam o início/ nascer da madrugada... Nem sequer faz frio para que meu corpo gele e assim eu possa sentir de forma concreta e carnal que não sou um mero fantasma perambulando pelas calçadas vazias da megalópole desinteressada.. Nem calor. Alías, calor algum...
Quase que invisível, transparente, já não sou parte da paisagem urbano apocalíptica... Isso tudo bem que poderia ser uma cena/ cenário e filme futurista classe B da década de 80...
Talvez somente o que poderia me aquecer nessa noite preâmbulo de fim de ano seriam um par de olhos bem de frente sem pudores/ temores, cílios, lábios, carícias, cumplicidades inatas e fantasias divinas irrompendo dimensões afora...
Mas, nesse universo cinza, esfumaçado, anônimo e alienado, as ruas não são aconchego, as dádivas são recebidas com desconfiança, tudo é tão formatado, que se foge à regra mesquinha da necessidade, já se torna surreal, inconfiável, fantasioso, inacreditável, metafísico até, transcendental mas marginal, amedrontador pela afronta à covardia ignorante do sentido prático superficial...
Carros aceleram no asfalto semi molhado pela garoa... videogames, pizzas e luxúria in vitro. Os últimos ônibus denunciam o início/ nascer da madrugada... Nem sequer faz frio para que meu corpo gele e assim eu possa sentir de forma concreta e carnal que não sou um mero fantasma perambulando pelas calçadas vazias da megalópole desinteressada.. Nem calor. Alías, calor algum...
Quase que invisível, transparente, já não sou parte da paisagem urbano apocalíptica... Isso tudo bem que poderia ser uma cena/ cenário e filme futurista classe B da década de 80...
Talvez somente o que poderia me aquecer nessa noite preâmbulo de fim de ano seriam um par de olhos bem de frente sem pudores/ temores, cílios, lábios, carícias, cumplicidades inatas e fantasias divinas irrompendo dimensões afora...
Mas, nesse universo cinza, esfumaçado, anônimo e alienado, as ruas não são aconchego, as dádivas são recebidas com desconfiança, tudo é tão formatado, que se foge à regra mesquinha da necessidade, já se torna surreal, inconfiável, fantasioso, inacreditável, metafísico até, transcendental mas marginal, amedrontador pela afronta à covardia ignorante do sentido prático superficial...
D. TUCCI
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